domingo, 13 de fevereiro de 2011

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                          Teatro


Das poucas vezes que fui ao teatro,
Talvez umas três vezes ou quatro,
Gostei umas, noutras achei chato,
Mas mais chato é ver vazio o teatro,
Moldura na cómoda… sem retrato.


Um alma à espera de ser povoada,
Mascaras criadas, roupa ajustada,
Pinturas realizadas, peça ensaiada,
No final mascara usada é guardada,
Pelo próximo espectáculo aguarda.


Premeditado o espaço de improviso,
Apesar de sentirem ignoram o aviso,
Fosse a natureza um mundo indeciso,
Seriamos algo no papel, impreciso,
Sem desejo de viver neste paraíso.

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